sábado, 25 de junho de 2016

Texto 10

A Internet, e Depois? (WOLTON, Dominique)

Com base na leitura da conclusão do livro "A internet e depois?" de Dominique Wolton, é possível apontar alguns detalhes que foram trabalhados durante a disciplina de Cibercultura durante o semestre 2016.1, no que tange a ideia do pós-humano já discutida através da obra de Lúcia Santaella e das inovações comunicacionais proporcionadas pelas novas tecnologias.

Ao dissecar a conclusão, Wolton explica que a comunicação tem três elementos-base principais, sendo eles o técnico, o cultural e o social. De acordo com o autor, as verdadeiras mudanças na comunicação não ocorrem da mesma forma em todos eles; elas tem mais força, digamos assim, no cultural e no social do que no tecnológico.

A partir disso, Wolton começa a tratar das novas tecnologias da informação e nas relações inerentes a elas da inovação tecnológica, afinal estas são exemplos daquelas. As novas tecnologias se apresentam como complementares aos meios de comunicação de massa, principalmente porque deles decorre um fortalecimento da sociedade individualista de massa, que se contenta com o consumo dos meios.

A proposta do autor é discutir a "destecnificação" da comunicação e humanizá-la e socializá-la. Para ele, é preciso deixar de lado a ideologia tecnológica, pois ela reduz a comunicação e a tecnologia, além de hierarquizar novas e velhas mídias, como se as atuais fossem melhores e mais importantes na sociedade do que as anteriores.

Em linhas gerais, Wolton discute a relação entre comunicação, sociedade e tecnologia, mas deixa como ideal a certeza de que a distância não substituirá a comunicação humana direta.

Cadu Freitas

sábado, 4 de junho de 2016

Texto 9

The filter bubble (PARISER, Eli)

A obra de Eli Pariser, intitulada "O Filtro Invisível - o que a internet está escondendo de você" discute a formação dos filtros-bolha na internet e como o fortalecimento dessa realidade, possibilitada pelas grandes empresas de tecnologia do mundo, pode afetar as relações sociais reais e virtuais. 

A ideia de filtro-bolha permeia a internet desde a aplicação do algoritmo do Google implementada, em uma versão bem simples, em 2009. A partir daí, diversas outras empresas do ramo começaram a utilizar a ferramenta algorítmica para proporcionar aos usuários a ideia de que tudo era feito sob medida para ele mesmo. 

Atualmente, os diversos algoritmos usados por essas corporações têm função na filtragem da quantidade exacerbada de informações que são criadas e replicadas na internet. Assim, cada usuário acaba tendo acesso a uma quantidade grande de informações, mas bastante menor do que seria se tudo o que foi publicado o atingisse. 

Entretanto, para que a filtragem de informações seja, de fato, razoavelmente utilitária para os usuários, as empresas têm acesso aos mais diversos dados sobre cada um. Assim, procuras realizadas através do google ou do yahoo são contabilizadas para serem reutilizadas em outros momentos. Pesquisas feitas no Facebook ou enquanto ele estiver logado nas abas adjacentes aparecem na timeline com o resultado do que foi procurado em formato propagandístico. 

Ou seja, com a captação de material que essas empresas absorvem a partir das nossas pesquisas, curtidas e relações virtuais, as demais corporações que utilizam a publicidade como forma de adesão aos seus produtos têm o alcance das suas propagandas propagadas de forma mais direta. 

Um outro ponto relevante, porém vinculado às redes sociais como o Facebook, que possuem algoritmo próprio, é a formação de filtros ideológicos. Pariser afirma que, com a inclusão de algoritmos em redes sociais de abrangência forte, as pessoas tendem a observar comentários e pontos de vista que convergem com os seus. Os divergentes, em contrapartida, são excluídos da timeline no Facebook e, muitas vezes, esquecidos da realidade virtual dessas pessoas. 

Esse tipo de relação social que permeia a virtualidade pode ser capaz de fazer com que a realidade seja atingida pelas ações impostas no Facebook, por exemplo. Ainda que as ideias de pessoas sejam opostas, é importante que conheçamos o todo e as concepções alheias para que haja tolerância de ambas as partes e a polaridade tenha entre si vínculos de relação.

Cadu Freitas