terça-feira, 22 de março de 2016

Texto 1

A Cauda Longa (ANDERSON, Chris)


O texto de autoria de Chris Anderson intitulado "A Cauda Longa" traz muito mais do que um simples conceito, mas aplicações do termo subscrito, que vêm a contribuir para um entendimento mais amplo e tátil do conteúdo. O autor não entrega de uma vez a definição da cauda longa, muito pelo contrário. Ele exemplifica pelo menos quatro vezes, partindo do conhecimento de mundo do leitor e da força da cultura pop, para então conceituar o que seria esse termo, que se apresenta como uma forma adversa de negócio para fins não antes utilizados. 

Inicialmente, Anderson utiliza o exemplo das obras "No ar rarefeito", de Jon Krakauer, e "Tocando o vazio", de Joe Simpson. O segundo livro foi escrito quase vinte anos antes do primeiro. Porém, com o lançamento da obra de Krakauer, a de Simpson também voltou a fazer sucesso no mercado. 

No segundo exemplo, o autor apresenta uma série de gráficos (já introduzindo o conceito de Cauda Longa) que trazem as vendas digitais da varejista de músicas Rhapsody. Fica claro ao leitor, através do discurso construído por Anderson, que as faixas menos ouvidas/baixadas, e por consequência mais baratas, possuem um público tão representativo que chega a ser preponderante para o lucro da empresa. Isso porque ao vender uma quantidade enorme de músicas, mas que é adquirida poucas vezes, continua sendo uma quantidade enorme de músicas adquiridas.

Apesar de ainda serem pinceladas outras formas de utilização da Cauda Longa, um dos aspectos mais curiosos e que, de fato, é capaz de chamar atenção de qualquer usuário da grande rede é o da wikipedia. A razão se encontra na própria academia, afinal a enciclopédia online colaborativa e baseada nas características postuladas por Anderson não é indica e, além disso, muitas vezes maculada pela imagem da própria proposta do projeto: a colaboração auto-organizada. 

É importante salientar, porém, que, segundo Anderson, os projetos que se baseiam nesse conceito muitas vezes não possuem ou não se iniciaram com "propósitos comerciais", mas sim a fim de adquirir um valor simbólico: a reputação. Segundo o autor, isso tem base no aspecto democratizante da internet, fazendo com que os negócios sejam "secundários" na Cauda. 


Cadu Freitas 


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