terça-feira, 31 de maio de 2016

Texto 8

Redes sociais na internet: considerações iniciais (RECUERO, Raquel)

De acordo com a autora, uma das bases dos estudos das redes sociais é a teoria dos grafos (um conjunto de nós que são conectados por arestas), proposta pelo matemático Euler.

Para se analisar as redes sociais é preciso ter em mente a divisão entre redes inteiras e personalizadas. A primeira tem como foco a relação estrutural da rede com o grupo social, já a segunda leva em consideração tanto o papel social do indivíduo em um grupo, quanto as posições desempenhadas por ele dentro dessas redes. 

Portanto, como aponta Recuero, o estudo visa analisar os padrões de relações entre as pessoas, os laços sociais, a multiplexidade e a composição do laço social. 

Uma curiosidade, impensável atualmente, é a crença inicial dos primeiros estudos de que a menor estrutura de relação nas redes sociais seriam as que ocorrem entre duas pessoas (chamadas díades). Um outro foco seria pensar nas tríades, formada por duas pessoas e um amigo em comum. 

Porém, com a dimensão dos estudos de redes sociais, passou-se a pensar em três modelos diferentes. 

O modelo de redes aleatórias estuda os grafos randômicos, que se uniam de forma aleatória. Para eles, por exemplo, o simples contato entre duas pessoas em uma festa seria o suficiente para fazer com que toda o ambiente estivesse conectado. 

O modelo de mundos pequenos, por sua vez, analisa os graus de separação que existem entre as pessoas. O sociólogo Stanley Milgram percebeu que esses graus existiam e isso indiciaria que vivíamos em um "mundo pequeno". No entanto, o sociólogo Mark Granovetter descobriu  os "laços fracos", que seriam importantes para as relações sociais e os laços formados, assim como colocava um fim na teoria de que as redes atuavam de forma randômica. 

Já o modelo das redes sem escala apontou problemas na teoria dos mundos pequenos, pois, esta, com o tempo, começou a tratar as redes sociais como aleatórias. Segundo a teoria, de fato, existia a ordem na dinâmica da estruturação, afinal quanto mais conexões um nó possuía, mais chances de se conectar a outras redes ele teria. 

Ao citar a rede social orkut, Recuero faz uma análise de como ela funcionava no início e quais eram as principais características vinculadas a si. Os perfis e as tentativas de popularidade também são comentados, como a quantidade de "amigos" e as carinhas que indicavam as personalidades "confiável, sexy e legal". A autora ainda aponta que a junção de supostos laços sociais (e a disjunção) se dão sem nenhum custo, basta "adicionar (ou excluir) alguém" e pronto. 


Cadu Freitas

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